Que bicicleta comprar ?

mtbEsta é, provavelmente, a informação mais importante para um iniciante, porque a compra de uma bicicleta boa, adequada e correta é um dos fatores que mais influenciam no tomar gosto pelo pedalar. Subir numa bicicleta sem qualidade ou de tamanho errado é a certeza de sentir-se desconfortável e de ter mais um objeto empoeirando na casa…

Quando pensar a compra: 

  •  REGRA ZERO!: Teste muitas bicicletas antes de optar por um modelo.
  • REGRA n° 1: O barato sai caro e cansa fácil. Se a marca da bicicleta for apenas um adesivo colado ao quadro, pense bem no que vai fazer.
  •  REGRA n° 2: custo x benefício é a pergunta e será a resposta.
  • REGRA n° 3: Poucos podem ter uma Ferrari, mas qualquer um pode comprar uma bicicleta decente.

       Bicicletas também estão sujeitas a Lei do Consumidor !!!!!

Compre sua bicicleta em uma boa bicicletaria! 

Evite comprar sua bicicleta em um supermercado ou magazine. Só numa bicicletaria é possível encontrar um atendimento especializado, o que resulta em uma simples diferença: pedalar com prazer.

Uma boa compra é trabalhoso, mas vale a pena

1. antes de mais nada, converse com vários ciclistas experientes

2. tenha claro qual o uso que será dado à bicicleta

3. teste o maior número de bicicletas que puder

4. faça uma pesquisa de mercado nas bicicletarias

5. pense em gastar 10% a mais; nunca 10% a menos

6. uma boa bicicletaria permite um breve teste

7. bicicleta ruim é a primeira causa do desestímulo ao uso da bicicleta

8. entre duas bicicletas semelhantes? a que tenha rodas melhores!

9. exemplo: se o selim não agradar, negocie a troca com a bicicletaria

A margem de lucro das bicicletarias costuma ser apertada, mas a qualidade de serviço não.

Vale para todas as bicicletas 

Quadro e garfo:

1. fundamental: o barato sai caro! o barato cansa! o barato quebra fácil! o barato não é seguro…

2. a bicicleta mais bonita não é necessariamente a melhor.

3. há uma bicicleta para cada uso.

4. há uma modelo para cada ciclista.

5. o que parece ser mais leve nem sempre é de fato mais leve.

6. há um tamanho certo de bicicleta para cada ciclista.

7. há uma geometria de quadro e garfo apropriada para cada ciclista.

8. há diferentes tipos de tubos e materiais para construir o quadro.

9. a única coisa que importa é a qualidade geral, a precisão.

10. boa bicicleta permite ajustes finos

11. cada bicicleta tem características próprias, como uma alma

12. quanto melhor a suspensão, mais macio o acionamento

13. quanto melhor a suspensão, menor a folga

14. boa referência de qualidade de um quadro: o canote de selim deve subir e descer livre, sem arranhões

Componentes:

1. fundamental: o barato sai caro! o barato cansa! o barato quebra fácil!..

2. o número de marchas não importa; importa a precisão

3. o sistema de acionamento de marchas é o modelo que você preferir

4. a marca dos componentes não importa – importa a qualidade

5. dê preferência a componentes em alumínio forjado, pelo menos

6. bons componentes permitem ajustes variados e precisos

7. rodas: quanto mais leves e fortes, melhor

8. aros: perfeitamente alinhados e sem trancos na frenagem

9. pneu: leve, alinhado, que permita pressão alta

10. câmara: se possível, leve e, que demore meses para murchar

11. sistema de freio: acionamento gradual e poder de frenagem total

12. pedal: opte pelo que lhe for mais cômodo

Tabela básica – altura do ciclista x tamanho da bicicleta

OS PRINCIPAIS TIPOS DE BICICLETA

Lazer e recreação
Há vários tipos de bicicletas que podem ser classificadas como bicicletas de lazer e recreação. Enquadram-se aqui as Comfort Bikes, Beach Bikes (bicicletas praianas) e os modelos mountain bikes mais simples.

São bicicletas mais robustas, com uma geometria confortável e que empregam componentes mais simples que tornam o preço bastante atraente. Podem ser a grande pedida para quem está em busca de uma bike simples para lazer e sem maiores aspirações.

São perfeitas para pedalar no parque, na ciclovia, em passeios ciclísticos e em deslocamentos de curta distância. Mas são limitadas para outras aplicações, como trilhas ou viagens longas de cicloturismo.

O mercado oferece muitas opções nessa categoria, com opções de câmbios de 21, 24 ou até 27 velocidades. Exemplos: Caloi 100 (R$ 529) e Caloi 500 (R$ 899) e Soul Ace (R$ 800).

Mountain Bikes
São as bikes mais comuns hoje em dia. Têm a grande vantagem de serem as mais versáteis e encaram desde um passeio no parque, uma viagem de cicloturismo e até corridas em terrenos difíceis. Grosso modo, atendem as necessidades de praticamente 80% dos ciclistas. Hoje, praticamente todas já saem de fábrica com suspensão na frente e com freios a disco nas duas rodas. Os preços vão variar bastante em função dos componentes que, por sua vez. vão influenciar diretamente no peso da bicicleta. Há opções nacionais (Caloi, Houston, Soul) a partir de R$ 1.600.

Há também modelos com suspensão na traseira (as full suspension), que são bem confortáveis no off  road. Mas atenção, pois uma bike full suspension pesa bastante e os modelos de baixo peso custam bem caro.

Os quadros podem ser feitos de aço (muito pesados), alumínio (tendem a ser mais leves e duráveis) e de carbono (bem leves e mais caros), que são perfeitos para quem quer competir.

A última palavra em mountain bikes são os modelos com aro 29, que por terem a roda maior, passam com facilidade e rodam com mais facilidade em terrenos planos por terem maior inércia.

Uma dica para quem quer fazer cicloturismo: escolha um modelo que tenha furação nos stays traseiros. Esse detalhe será fundamental na hora de fixar o bagageiro para levar os alforjes.

Ciclismo (speed)
Também chamadas de speed ou road bikes, esse tipo de bicicleta é para um público bastante específico. Com pneus finos e delicados, são bicicletas feitas para rodar em bons pisos asfaltados, com uma posição de pedalada que pode ser bastante desconfortável para muitos.

Os modelos mais em conta são feitos de alumínio, mas há também opções (mais leves e mais caras) em fibra de carbono e também em titânio. Se pretender pedalar em regiões montanhosas considere adquirir uma speed com pedivela compacto e um cassete de 25 ou 27 dentes na traseira. Há modelos nacionais da Caloi e Soul a partir de R$ 2.500.

Dobráveis
Essas bicicletas compactas ainda são novidade no Brasil. Normalmente têm aro 20 e são perfeitas para serem utilizadas no transporte urbano do dia a dia. Quando dobradas, podem ser carregadas a tiracolo e embarcam facilmente em trens e ônibus ou ainda guardadas num cantinho do apartamento ou escritório.

Os modelos mais comuns no Brasil são a Dahon, a Blitz , a Soul e, mais recentemente, o modelo Urbe da Caloi, vendida a R$ 1.500. Mas atenção: são pouco versáteis e indicadas para deslocamentos de curta distância.

Híbridas
São bikes multiuso, em geral com aro 27 e pneus mistos, que vão bem tanto no uso urbano e quanto em longas pedaladas no asfalto e cicloturismo. Podem ser uma opção interessante para boa parte de ciclistas que buscam pedaladas tranquilas nos momentos de lazer já que não foram feitas para competir e nem para enfrentarem trilhas.

A Caloi tem o modelo Easy Rider (R$ 1.100) e a Scott oferece os modelos da linha Sub.

 

Perguntas frequentes: 

As bicicletas são todas iguais?
Absolutamente não! Mesmo que duas bicicletas sejam aparentemente iguais, mas originadas de fábricas diferentes, provavelmente têm um desempenho diferente.

Por que não vale a pena comprar uma bicicleta bem baratinha?

Porque a baixa qualidade da bicicleta é uma das principais razões para o desestímulo de pedalar (ruim de pedalar e estraga mais rápido). Por isso há tantas bicicletas empoeiradas nas garagens.

E bicicleta usada? 

O problema de bicicleta usada é, principalmente, o estado das peças. Caso necessite muita troca, o negócio sairá mais caro que uma nova.

Como saber se uma bicicletaria é boa? 

Limpeza, ordem, produtos bem expostos, grande variedade de produtos, atenção do vendedor, respostas claras e precisas, possibilidade de pequeno teste da(s) bicicleta(s). Caso não possam atendê-lo prontamente no produto procurado, tentarão encontrá-lo ou indicarão o local adequado para a compra.
Uma boa bicicletaria respeita a concorrência e não a encara como inimiga. Entre as melhores delas, há uma noção clara de que sua finalidade comercial é, antes de tudo, aumentar o número de ciclistas felizes. Negociante correto age com ética e não empurra qualquer produto somente para realizar uma venda.

Fonte : http://www.escoladebicicleta.com.br/

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *